🐺 Rifa da FERA · 2026

Como foi o sorteio

A história inteira, contada sem jargão: o que a gente fez, por que fez desse jeito, o que deu errado no caminho e como você confere tudo sozinho.

01

O resultado

O sorteio foi feito em 22 de setembro de 2026, às 12h27. Sete prêmios, sete pessoas diferentes.

Aquele “P09”, “P05” é um apelido. Quem comprou sabe qual é o seu, porque sabe o número que comprou. Quem é de fora não descobre o nome de ninguém — e essa foi a ideia desde o começo. Volta nisso na seção 11.

Quem ganhou vai ser avisado pelo contato que deixou na compra.

02

O que foi a rifa

150números à venda
123números vendidos
19pessoas
R$ 615arrecadado

Cento e cinquenta números a cinco reais cada, sete prêmios, para bancar a própria organização. A FERA não vive de patrocínio, de fundo partidário nem de dinheiro de empresário. Vive de quem trabalha.

Seiscentos e quinze reais é pouco dinheiro. E é muita coisa — porque é dinheiro que não vem com dono, e não cobra nada em troca.

Dezenove pessoas compraram os 123 números. Quem comprou dez números tinha dez chances de ser sorteado, mas levaria um prêmio só. Isso foi decisão da FERA, e tem consequência prática: é o motivo de alguns números terem sido sorteados e não valerem nada. Explico na seção 07.

03

Os prêmios, um por um

Sete prêmios: quatro livros — três deles autografados —, duas camisetas feitas só para esta campanha e que não são vendidas na loja, e um vale-desconto. Abaixo, cada um com foto, ficha e quem levou.

Cinismo e a morte da esquerda brasileira
1º prêmio nº 121 P09

Cinismo e a morte da esquerda brasileira

Livro autografado · Jones Manoel e Heribaldo Maia

Jones Manoel e Heribaldo Maia revisitam as Jornadas de Junho de 2013, os vinte anos de governo do PT e a ascensão da extrema direita para fazer uma pergunta incômoda: o que sobrou da esquerda brasileira, e no que ela se transformou pelo caminho.

O alvo do livro é o conformismo — a tese de que não havia alternativa, repetida até virar senso comum. Os autores chamam isso de cinismo e argumentam que ele converteu parte da esquerda em gestora do capital, em vez de adversária dele.

É o tipo de leitura que a FERA existe para disputar: crítica feita de dentro do campo, sem concessão. O exemplar sorteado vai assinado pelos autores.

Autores
Jones Manoel e Heribaldo Maia
Editora
Ruptura Editorial

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Brasil, Veneza dos Trópicos
2º prêmio nº 148 P05

Brasil, Veneza dos Trópicos

Livro autografado · Ali Ramos

Ali Ramos propõe um projeto geopolítico e geoestratégico para o Brasil deste século: uma alternativa soberanista para um país que, num cenário global cada vez mais instável, precisa decidir se é sujeito ou objeto da disputa entre potências.

O livro trata defesa, teoria militar e projeção regional como assunto de esquerda — terreno que a esquerda brasileira costuma deixar vago, e que o autor discute a partir dos estudos que também alimentam seu canal Vento Leste.

Exemplar assinado pelo autor.

Autor
Ali Ramos
Tema
Geopolítica, defesa e projeto de soberania

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Quando o fio se rompe… A greve das tecelãs russas
3º prêmio nº 001 P01

Quando o fio se rompe… A greve das tecelãs russas

Livro autografado · Gustavo Rocco

Gustavo Rocco conta a Revolução Russa pela perspectiva de quem quase nunca aparece nos livros de história: as tecelãs de Petrogrado, cuja greve de fevereiro de 1917 acendeu o estopim que derrubaria o czarismo.

São crônicas de gente comum fazendo história sem saber que fazia — a greve começou por pão e jornada, e terminou mudando o século. É a contramão da narrativa que reduz revolução a nomes de grandes líderes.

Exemplar assinado pelo autor.

Autor
Gustavo Rocco
Formato
Também disponível em eBook, 47 páginas

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Camiseta Kombi · Web-Comunistas
4º prêmio nº 020 P02

Camiseta Kombi · Web-Comunistas

Camiseta exclusiva · Arte de Gilberto Maringoni

Em 2018, disseram que a esquerda radical brasileira não encheria uma Kombi. A frase virou piada pronta contra quem insistia em organizar fora do centro — e, como acontece com toda provocação bem feita, foi adotada por quem ela pretendia diminuir.

Gilberto Maringoni, cartunista e professor, transformou a Kombi em estampa. A arte é autoral e assinada por ele; a peça da rifa é exclusiva da campanha e não é vendida na loja.

Arte
Gilberto Maringoni
Tamanhos
Escolhidos com o ganhador, do PP ao 4GG

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Camiseta “Bota a Fera na Rua”
5º prêmio nº 069 P04

Camiseta “Bota a Fera na Rua”

Camiseta exclusiva · Arte da campanha

O lobo-guará à frente da multidão, em vermelho e preto: a estampa nasceu da palavra de ordem da campanha, bota a FERA na rua. Estampada nas duas faces, é roupa de ato, não de vitrine.

Modelo exclusivo da rifa, fora do catálogo da loja.

Arte
Campanha FERA
Tamanhos
Escolhidos com o ganhador, do PP ao 4GG

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Cupom de 15% na Loja FERA
6º prêmio nº 060 P14

Cupom de 15% na Loja FERA

Vale-desconto · Loja FERA · Umapenca

Um vale único de 15% de desconto para uma compra na Loja FERA, a loja militante da Frente — camisetas, canecas, ecobag, bottons e ímãs produzidos com a Umapenca.

O cupom é enviado ao ganhador junto do resultado do sorteio, e cada real que sai da loja volta para a organização: é assim que a FERA se sustenta com a própria classe, sem depender de patrocínio.

Validade
Compra única na Loja FERA

Conhecer a loja →

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Histórias da Grande Guerra Patriótica
7º prêmio nº 058 P17

Histórias da Grande Guerra Patriótica

Livro · Org. Francisco Carlos Teixeira da Silva e João Claudio Platenik Pitillo

Treze artigos inéditos sobre a Grande Guerra Patriótica — o nome que a União Soviética deu à sua guerra contra o nazifascismo, e que no Ocidente costuma virar nota de rodapé de uma história contada pelos aliados ocidentais.

Organizada por Francisco Carlos Teixeira da Silva e João Claudio Platenik Pitillo, a coletânea recupera passagens da luta do Exército Vermelho com ilustrações e até uma história em quadrinhos — formato raro para um tema geralmente tratado só em manual acadêmico.

Foi o prêmio decidido na plenária de 07/08/2026, o sétimo da rifa.

Organizadores
Francisco Carlos Teixeira da Silva e João Claudio Platenik Pitillo
Editora
Guerra Patriótica Edições, 2026
ISBN
978-65-01934-44-0

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04

O problema de toda rifa

Toda rifa tem o mesmo problema, e quase ninguém gosta de falar dele em voz alta:

Como é que você sabe que quem organizou não escolheu o ganhador?

A resposta de sempre é “confia em mim”. E olha, na maioria das vezes dá para confiar mesmo. Mas a gente não queria dar essa resposta.

Não porque a FERA seja melhor que os outros. É por outro motivo: uma organização que pede confiança sem oferecer nenhum jeito de conferir está pedindo exatamente aquilo que a gente critica quando vem dos outros. Se a gente acha que “confia em mim” não basta vindo de banco, de governo ou de patrão, não pode bastar vindo da gente.

Então o sorteio foi montado de um jeito em que você não precisa acreditar na nossa palavra. Pode conferir. E se a gente tivesse mentido, dava para provar.

05

A ideia: lacrar antes, sortear depois

A solução tem duas partes, e o que faz ela funcionar é a ordem entre elas. Vou explicar primeiro com uma comparação.

Imagine assim

Você escreve num papel a lista de todo mundo que está participando. Coloca o papel num envelope e lacra na frente de todo mundo. O envelope fica à vista, fechado.

Aí você pede para outra pessoa — alguém que não tem nada a ver com a rifa, que você não conhece e não pode influenciar — jogar um dado.

O número do dado, combinado com a lista que já estava lacrada, diz quem ganhou.

Você não pode ter escolhido a lista sabendo o dado, porque lacrou antes. E não pode trocar a lista depois, porque o envelope está lacrado à vista.

O sorteio da FERA é exatamente isso. Só que em vez de envelope e dado, com duas coisas que funcionam melhor.

A parte do envelope: a impressão digital

Existe um jeito de resumir qualquer texto num código de 64 letras e números. Chama-se hash, mas pode pensar nele como uma impressão digital do texto.

Então publicar a impressão digital da lista é como lacrar o envelope na frente de todo mundo: a gente mostra que tem uma lista, mostra que ela não vai mudar, e não revela nada sobre ninguém.

A impressão digital da lista desta rifa é esta:

01c9d0f1f84190e5a6b052e1bc857a71a0d85a808dd01e27215c9e63ea7b4782

A parte do dado: um sorteador público

O número aleatório não sai do computador da FERA. Sai de uma rede pública chamada drand, mantida por universidades, laboratórios e empresas espalhados pelo mundo — gente que não se conhece e não tem interesse nenhum numa rifa brasileira.

Essa rede publica um número novo a cada 30 segundos, para sempre, e cada número vem assinado. Ninguém — nem quem opera a rede — consegue prever ou encomendar o número de uma rodada futura.

A gente anunciou, antes, qual rodada valeria: a de número 6.483.806, que nasceria no domingo, 20 de setembro, às 20h.

A ordem é tudo

A lista foi lacrada na sexta-feira, 19/09, às 21h32. A impressão digital foi publicada no domingo, 20/09, às 11h09. E o número aleatório só nasceu no domingo às 20h.

Quando a lista foi lacrada e publicada, o número ainda não existia para ninguém no mundo. Nem para a FERA, nem para quem opera a rede drand.

06

O que aconteceu, dia a dia

  1. 1
    Sexta, 19/09 · 19h38

    As vendas foram encerradas

    123 números vendidos, 19 pessoas. A partir dali, ninguém mais entra.

  2. 2
    Sexta, 19/09 · 21h32

    A lista foi lacrada

    O sistema gerou a impressão digital dos 123 números e a gravou. Esse é o momento em que o envelope fecha: a partir daqui, mudar qualquer coisa na lista faria a impressão digital não bater mais.

  3. 3
    Domingo, 20/09 · 11h09

    A impressão digital foi publicada

    Publicada em ferabrasil.org/compromisso, com um carimbo de data que a FERA não controla. Isso importa: um arquivo no nosso próprio servidor não prova data nenhuma — a gente poderia ter escrito depois e mexido no relógio. O carimbo vem de fora, e a seção 08 explica de onde.

  4. 4
    Domingo, 20/09 · 20h00

    O número aleatório nasceu

    A rede drand publicou a rodada 6.483.806, que a gente tinha anunciado dias antes. Qualquer pessoa no mundo pode consultar esse número e ver que ele é o mesmo que a gente usou.

  5. 5
    Terça, 22/09 · 12h27

    O sorteio foi apurado

    O sistema buscou a rodada na rede, conferiu a assinatura dela — se não fechasse, nada seria gravado —, fez a conta em cima da lista lacrada e gravou o resultado. Uma única vez: rodar de novo devolve exatamente o mesmo.

  6. ✓
    Agora

    Tudo aberto para conferência

    A lista lacrada, o número que valeu e o resultado estão em ferabrasil.org/rifa/resultado, sem login, para sempre.

07

Por que alguns números foram sorteados e não valeram nada

Seis números saíram e não deram prêmio. Isso não é erro — é a regra de um prêmio por pessoa funcionando.

Funciona assim: o sistema sorteia um número. Se o dono daquele número já ganhou um prêmio antes, o número é pulado e o sorteio continua até achar alguém que ainda não ganhou. Todos os pulos ficam registrados, com o motivo.

Os seis pulos desta rifa
  • nº 091 — P09 já tinha levado o 1º prêmio
  • nº 038 — P02 já tinha levado o 4º
  • nº 139 — P05 já tinha levado o 2º
  • nº 143 — P02 já tinha levado o 4º
  • nº 122 — P09 já tinha levado o 1º
  • nº 037 — P04 já tinha levado o 5º

Repare que P09 aparece duas vezes e P02 também. São pessoas que compraram vários números e tiveram vários sorteados — mas levam um prêmio só.

Por que essa regra existe: para o dinheiro se espalhar em vez de concentrar. Sete prêmios na mão de sete pessoas alcança mais gente do que sete prêmios na mão de três. E ela foi definida antes do sorteio, gravada junto com a lista lacrada — não é algo que a gente decidiu depois de ver quem tinha saído.

Uma observação honesta: quem comprou mais números teve mais chance de ser sorteado. A regra não iguala as chances — ela só impede o acúmulo de prêmios.

08

Como você confere

Você não precisa acreditar em nada do que está escrito aqui. Dá para conferir em três níveis, do mais simples ao mais técnico. O primeiro não exige nada além de olhar.

Nível 1 · Comparar dois números (2 minutos)

Abra ferabrasil.org/compromisso, que é a impressão digital publicada antes do sorteio. Depois abra ferabrasil.org/rifa/resultado, a ata do sorteio.

Os dois têm que mostrar exatamente o mesmo código. Se forem diferentes, a lista foi mexida depois de lacrada — e aí o sorteio não vale.

Nível 2 · Conferir o número aleatório (5 minutos)

Na ata está o endereço da rodada na rede drand. Abra, e compare o número que aparece lá com o que a ata diz ter usado. Esse endereço não é nosso — é da rede pública, e a gente não tem como mexer no que ele responde.

Nível 3 · Refazer a conta inteira

A regra de cálculo está publicada na ata. Quem programa pode pegar a lista lacrada mais o número aleatório e refazer tudo. Tem que dar exatamente os mesmos sete ganhadores — não é uma conta que pode dar resultados diferentes.

E o tal do carimbo de data?

Mencionei que a impressão digital foi publicada com um carimbo que a FERA não controla. Ele é feito por um sistema chamado OpenTimestamps, que registra o documento na rede do Bitcoin.

Não tem nada a ver com dinheiro, investimento ou criptomoeda — a gente não comprou nem vendeu nada. Está usando só uma propriedade dessa rede: ela guarda um registro público e ordenado no tempo, que ninguém consegue reescrever depois. Serve de carimbo de correio que não dá para falsificar.

O documento desta rifa está carimbado em três blocos dessa rede. Se um dia alguém disser que a FERA forjou a data, a resposta não é a nossa palavra — é conferir o carimbo.

09

O que deu errado

Um relato que só conta os acertos é propaganda. Então: duas coisas deram errado.

O sorteio de sexta não aconteceu

Estava marcado para sexta, 19/09, às 20h. A lista foi lacrada às 21h32 daquele dia — mas o passo seguinte, publicar a impressão digital, não foi feito a tempo.

O motivo é prosaico: o site tem duas áreas internas com nomes parecidos, e quem operava estava procurando o botão na área errada. Quando a hora chegou, o sistema recusou fazer o sorteio — e recusou certo. Sem a publicação anterior ao número aleatório, não existe prova de que a lista não mudou. Um sorteio feito ali valeria menos do que nenhum.

Nada se perdeu: nenhum resultado foi gerado, nenhum número mudou de dono, nenhum dado de ninguém vazou. Aquele lacre foi descartado e um novo foi feito.

Um botão que nunca tinha funcionado

Na hora de descartar o lacre antigo, o botão deu erro. Investigando, descobriu-se que ele nunca tinha funcionado: uma proteção no banco de dados impedia qualquer alteração no lacre, incluindo apagá-lo. A correção existia havia dias, escrita, mas nunca tinha sido aplicada. Foi aplicada, e o descarte funcionou.

Por que isso está aqui

Porque se a gente vai pedir para você conferir o que deu certo, tem que contar o que deu errado. Uma prestação de contas que escolhe o que mostrar não é prestação de contas.

10

Por que o resultado saiu antes da apresentação

A ideia era apresentar o sorteio ao vivo e revelar o resultado na hora. Não foi assim, e a razão é importante.

O número aleatório nasceu no domingo às 20h. E a ata publica a lista lacrada e a regra de cálculo — de propósito, porque é isso que permite conferir. Só que isso tem uma consequência:

A partir do domingo às 20h, qualquer pessoa com um computador já conseguia calcular quem tinha ganhado.

O resultado estava determinado e era público na prática. Não dava para “segurar” coisa nenhuma — dava só para atrasar a exibição.

E atrasar a exibição seria pior: criaria uma janela em que quem está dentro da organização sabe e quem está fora não. Justamente o contrário do que a rifa inteira se propôs a fazer. Então o resultado foi apurado e publicado assim que a decisão foi tomada.

A apresentação ao vivo continua acontecendo — mas mostrando como foi, não revelando o que já estava público.

A lição, para a próxima

Entre o momento em que o número aleatório nasce e o momento de apurar, deve haver o menor tempo possível. Idealmente minutos. Foi o que ficou registrado na documentação para o próximo sorteio.

11

O que ninguém vê

Dá para provar um sorteio inteiro sem expor as pessoas que participaram. É por isso que na ata aparecem apelidos e não nomes.

Público
  • quantos números foram vendidos e quantas pessoas participaram
  • a impressão digital da lista
  • o número aleatório e de onde ele veio
  • a regra de cálculo, inteira
  • o resultado e os números pulados
  • apelidos: P01, P02, P09…
Privado — não sai nem para conferir
  • nomes
  • telefone e e-mail
  • CPF
  • endereço
  • protocolo individual de compra
  • qualquer dado de pagamento

Esses dados existem, claro — sem eles não dá para entregar o prêmio. Mas ficam numa área interna, que exige login, e que nunca foi mostrada em transmissão nenhuma. Nem mesmo a lista de quem ganhou aparece com nome em lugar público.

Quem ganhou reconhece o próprio apelido porque sabe qual número comprou. Para todo mundo mais, é só um código.

12

O que acontece agora

Obrigado a quem bancou. É a classe sustentando a própria organização. ✊

Se você tem qualquer dúvida sobre o sorteio — inclusive dúvida desconfiada, que é o tipo mais útil — fala com a gente. A rifa inteira foi construída para que a resposta nunca precise ser “confia”.