A impressão digital da lista de quem concorre, carimbada num bloco do Bitcoin antes de o número do sorteio existir. Conferir não depende da FERA, nem de nenhuma empresa.
Este arquivo está hospedado pela própria FERA. Sozinho, ele não prova data nenhuma: quem organiza a rifa poderia tê-lo escrito depois e ajustado o relógio. A FERA não pode ser testemunha de si mesma, e quem duvidar estará certo em duvidar.
Por isso o documento foi carimbado com OpenTimestamps, que ancora a impressão digital dele num bloco da blockchain do Bitcoin. O carimbo não é da FERA nem de nenhuma empresa — é da prova de trabalho da rede. Refazer esse carimbo com data anterior exigiria refazer a cadeia de blocos.
✓ confirmado na blockchain do bitcoin
Você não precisa confiar nesta página, nem na FERA, nem na Chakra Gold. Precisa de um computador e de três comandos.
# instalar o cliente (software livre, sem cadastro) pip install opentimestamps-client # baixar o documento e a prova curl -O https://ferabrasil.org/compromisso/01c9d0f1.md curl -O https://ferabrasil.org/compromisso/01c9d0f1.md.ots # verificar contra a blockchain ots verify 01c9d0f1.md.ots
O comando devolve a data em que o documento foi ancorado no Bitcoin. Compare com o horário da rodada drand: se o carimbo é anterior, a lista não pode ter sido escolhida sabendo o resultado.
ots verify. Ele confere contra a blockchain, não contra nós.O OpenTimestamps envia a impressão digital para calendários independentes, operados por gente diferente. Cada um a agrega ao seu próprio registro e ancora num bloco. Foi o que aconteceu aqui: dois blocos distintos, por dois caminhos que não dependem um do outro.
Se um calendário sair do ar amanhã, a prova continua de pé pelo outro — e mesmo que todos saiam, o que sustenta a data são os blocos, que já estão na rede e ficam nela. Nada disso depende da FERA, da Chakra Gold ou de qualquer empresa.
É por isso que este registro mora aqui, no site da FERA, e não numa plataforma de terceiros: o arquivo é nosso, o domínio é nosso, e o carimbo — a única parte que não poderia ser nossa — é da blockchain.
Nem este documento, nem a impressão digital, nem a lista lacrada contêm nome, telefone, e-mail, documento ou dado de pagamento de quem participou. A lista guarda apelidos opacos (P01, P02…), e é justamente por isso que dá para publicá-la: a conta do sorteio pode ser refeita por qualquer pessoa sem que ninguém seja identificado.
Não existe caminho de volta da impressão digital para os dados.